A região mais próxima do epicentro do terremoto no Marrocos deve continuar registrando tremores pelos próximos dias e semanas, afirmou à CNN Aderson Nascimento, coordenador do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
“Certamente, na região mais próxima ao epicentro, esses eventos continuam ocorrendo. E isso transforma a situação das pessoas ainda mais dramática, porque depois daquele evento mais forte, seguidamente, tem vários eventos menores que continuam abalando a estrutura das casas. E, psicologicamente, as pessoas ficam mais arrasadas”, disse.
O especialista também explicou que o terremoto não se deu por choque de duas placas tectônicas, mas por uma pressão dentro de uma única placa, a africana.
“Esse terremoto em particular foi no interior de uma placa tectônica, que é a placa africana. Ela também possui, como várias outras placas, falhas que são reativadas quando a força, a pressão tectônica, excede o limite de resistência das rochas”, disse.
“Parte da energia acumulada ao longo de milhares de anos é subitamente liberada em alguns segundos. E essa vibração chega até a superfície, causando todo esse estrago que a gente está vendo”, completou.
O professor ainda explicou que os terremotos ocasionados por choques entre placas representam mais de 90% dos terremotos em todo o mundo.
“Esse tipo de terremoto nesta região é menos comum do que terremotos que ocorrem em limites de placas tectônicas. Os terremotos que ocorrem nos limites de placas são bastante frequentes e responsáveis por mais de 90% da sismicidade global que é registrada”.
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*Publicado por Pedro Jordão e produzido por Duda Cambraia e Vinícius Tadeu, todos da CNN em São Paulo
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Fonte: CNN Brasil